Medição de temperatura · Detectores de temperatura por resistência

Sonda de temperatura com termistor NTC

Sonda NTC de aço inoxidável com elemento de 10 kΩ a 25 °C e constante B de 3950 K, fios e terminais tipo plugue para placas de controle e de aquisição.

Principais especificações

Resistência a 25 °C
10 kΩ, ±1 %
Constante B B25/50
3950 K, ±1 %
Constante de tempo térmico
3 s, medida em água agitada de 25 a 50 °C
Temperatura de trabalho
-30 a 180 °C na tabela de parâmetros; -20 a 105 °C na imagem principal
Constante de dissipação
3,6 mW/°C em ar parado
Potência máxima
256 mW a 25 °C em ar parado
Rigidez dielétrica
AC1800 V por 1 s, ou AC1500 V por 1 min, em água a 1 mA
Resistência de isolamento
≥100 MΩ a DC 500 V
Sonda
Aço inoxidável 304, 5×25 mm
Opções de resistência
5K, 10K, 50K e 100K

Uma sonda de temperatura com termistor NTC mede a temperatura por um elemento de semicondutor cuja resistência cai quando ele aquece. Esse comportamento é o oposto do dos elementos de platina usados nas termorresistências de processo, e é por isso que esta família se especifica pelo seu próprio par de números, e não por uma designação Pt: a resistência em uma temperatura de referência e a constante B, que descreve com que inclinação a resistência varia ao longo da faixa.

A construção desta página é a variante 10K, com 10 kΩ nominais a 25 °C e valor B25/50 de 3950 K, ambos com tolerância de ±1 %. O elemento sensor fica em uma sonda de aço inoxidável 304 de 5×25 mm, saída por fios e terminada em conectores tipo plugue XH-2P, de modo que a sonda entra direto em uma placa de controle ou em um módulo de aquisição, em vez de ser aterrada em um borne.

Como a resistência a 25 °C e a constante B têm ambas tolerância declarada, os dois números de que uma placa de controle precisa para linearizar o sinal são especificados, e não meramente nominais. Essa é a diferença prática entre uma sonda que acompanha um valor de ajuste em um aparelho termostático e uma que apenas comuta perto dele.

Como funciona o termistor NTC

O termistor é um semicondutor cuja concentração de portadores muda com a temperatura e, em um elemento de coeficiente negativo, a resistência cai quando o elemento aquece. A variação é acentuada diante da de um elemento metálico, e é daí que vêm as suas qualidades e os seus limites. Em uma faixa estreita em torno da temperatura ambiente, o termistor produz uma grande variação de resistência para uma pequena variação de temperatura, de modo que um circuito simples consegue resolver um incremento fino. Em uma faixa larga, a mesma curva é fortemente não linear, de modo que a leitura precisa ser linearizada em função do elemento específico, e é exatamente isso que o par R25 e B descreve.

É por isso que duas sondas com a mesma resistência nominal não são intercambiáveis. Dois elementos de 10 kΩ com constantes B diferentes seguem curvas diferentes, e uma placa linearizada para um deles vai ler com desvio em relação ao outro ao longo de toda a faixa, ainda que os dois concordem a 25 °C. O material fornecido aqui declara o valor B apenas para a construção 10K e deixa as outras opções de resistência sem um, de modo que essas opções não podem ser tratadas como o mesmo aparelho com uma resistência de referência diferente.

O corpo da sonda e o modo como ela encontra o meio definem o que o elemento realmente vê. Uma bainha de aço inoxidável dá ao elemento proteção mecânica e um caminho térmico definido, e a constante de tempo térmico de 3 s medida em água agitada é propriedade desse conjunto, e não do semicondutor isolado: o diâmetro da bainha e a espessura da parede, e o quanto o elemento está firme dentro dela, importam mais do que o tipo de elemento. A mesma sonda em ar parado é um aparelho mais lento, e o material diz isso ao medir a constante em água agitada.

O autoaquecimento é o segundo efeito a manter à vista. A constante de dissipação de 3,6 mW/°C é a potência que eleva o corpo sensor em 1 °C em ar parado, e os 256 mW de potência máxima são um limite de destruição, e não um valor de trabalho. Entre os dois está a decisão de projeto: corrente de excitação suficiente para resolver a temperatura, mas não tanta que o elemento aqueça a si mesmo. Em ar parado, onde o calor sai devagar, esse teto é bem mais baixo do que em um líquido.

Como escolher a sonda NTC certa

Comece pelo que a leitura precisa acionar. Um termostato, um corte de proteção e um display de temperatura impõem exigências diferentes à mesma sonda, e os dois números que decidem se uma placa pode usá-la são a resistência a 25 °C e a constante B. Onde a placa já está construída para um par, mudar o valor da resistência ou o valor B muda a temperatura apresentada, de modo que a sonda precisa ser compatível com a entrada, e não comprada pelo mesmo valor nominal.

Depois, a faixa de temperatura. Os dois intervalos declarados no material fornecido não concordam, e o próprio material sinaliza a divergência, de modo que uma aplicação quente deve ser projetada pelo valor mais baixo até que isso seja confirmado. Uma sonda escolhida perto do topo de uma faixa não deixa margem para a tolerância do elemento nem para a diferença entre a temperatura do meio e a temperatura no elemento.

Depois, o ajuste mecânico. A sonda padrão é de 5×25 mm e o material oferece outras dimensões sob encomenda, mas o tamanho da sonda não é só uma questão de encaixe: uma bainha maior responde mais devagar, e uma menor alcança lugares onde uma maior não entra. Onde a sonda é pressionada contra uma superfície, e não imersa, a área de contato e a força de fixação decidem a leitura tanto quanto o elemento.

Por fim, a conexão. O plugue XH-2P serve a uma placa com conector correspondente. Onde o percurso é longo ou o ambiente é úmido, o comprimento dos fios e o seu isolamento precisam ser definidos, e nenhum dos dois está declarado no material fornecido.

Limites e pontos a confirmar

A família do elemento é o primeiro limite. Isto é um termistor, e não uma termorresistência de platina, de modo que ele não pode ser ligado no lugar de uma PT100 nem usado onde se exige uma temperatura documentada e rastreável sem uma tabela R-T e um registro de calibração. Onde o processo precisa de uma temperatura que possa ser reportada a um padrão, a família da platina é a indicada, e esta sonda não é equivalente.

O segundo é que o material fornecido não dá tabela resistência-temperatura. O par R25 e B descreve a curva, mas uma placa de controle costuma ser linearizada contra uma tabela, e não contra dois números, e vários dos ensaios de confiabilidade são declarados como uma deriva admitida na resistência, que só pode ser convertida em erro de temperatura quando essa tabela existir.

Terceiro, o material não declara grau de proteção, comprimento dos fios, classe de temperatura dos fios nem certificação. Esses pontos aparecem nesta página como Informação necessária, e não estimados. Os valores de rigidez dielétrica e de resistência de isolamento foram medidos em água, o que diz respeito ao isolamento elétrico do conjunto de fios, mas não são uma declaração sobre por quanto tempo a sonda pode ficar imersa, nem em quais meios.

Por fim, a identificação está em aberto. O produto não traz designação de modelo no material fornecido, de modo que, em um pedido, o valor de resistência, o valor B, as dimensões da sonda, o comprimento dos fios e a forma do terminal precisam todos ser declarados, e não cotados como um código.

Características

  • A resistência cai quando a temperatura sobe, o oposto do que faz uma termorresistência de platina, e isso significa que o circuito de leitura precisa ser construído para essa curva, e não para um elemento metálico.
  • Tanto a resistência a 25 °C quanto a constante B ficam dentro de ±1 %, de modo que os dois números de que uma placa de controle precisa são especificados com tolerância, e não como nominais.
  • Uma sonda de aço inoxidável 304 de 5×25 mm como padrão, com outras dimensões de sonda disponíveis sob encomenda.
  • Terminais tipo plugue XH-2P, de modo que a sonda se liga a uma placa de controle ou a um módulo de aquisição sem um borne separado.
  • Ensaizada a AC1800 V por um segundo em água e com isolamento superior a 100 MΩ a DC 500 V.
  • Suporta 1000 horas a 100 °C, 1000 horas a -30 °C, 1000 horas de calor úmido e 1000 ciclos de choque térmico com variação de resistência menor que 3 %.
  • As terminações dos fios suportam 50 N e dez ciclos de flexão de 90° sem dano.

Especificações técnicas

Todos os valores abaixo vêm da documentação de origem. Quando um parâmetro não consta no material disponível, ele aparece marcado como Informação necessária, e não estimado.

Elemento sensor
ElementoTermistor NTCDe série
Resistência a 25 °C com potência nula10 kΩ, tolerância ±1 %De série
Constante B B25/503950 K, tolerância ±1 %; declarada apenas para a construção 10KDe série
Valor B das outras opções de resistênciaInformação necessáriaInformação necessária
Definição da constante BB(T1/T2) = ln(RT1/RT2) / (1/(273,15+T1) - 1/(273,15+T2))De série
Tabela resistência-temperaturaInformação necessáriaInformação necessária
Padrão de referência por trás dos valores de tolerânciaInformação necessáriaInformação necessária
Valores nominais térmicos e elétricos
Constante de tempo térmico3 s, medida em água agitada entre 25 e 50 °C, como o tempo para atingir 63,2 % da variação de resistênciaDe série
Constante de dissipação3,6 mW/°C, a potência que eleva o corpo sensor em 1 °C em ar paradoDe série
Potência máxima256 mW a 25 °C em ar paradoDe série
Rigidez dielétricaAC1800 V aplicado por 1 segundo, ou AC1500 V por 1 minuto, em água com corrente de disparo de 1 mADe série
Resistência de isolamentoNão inferior a 100 MΩ, medida a DC 500 VDe série
CertificaçãoInformação necessáriaInformação necessária
Construção
Material da sondaAço inoxidável 304De série
Dimensões da sonda5×25 mm nominal, outras dimensões sob encomendaDe série
Forma do terminalTerminais tipo plugue XH-2PDe série
Comprimento dos fiosInformação necessáriaInformação necessária
Classe de temperatura dos fios e material do isolamentoInformação necessáriaInformação necessária
Grau de proteçãoInformação necessáriaInformação necessária
Massa e dimensões do sensorInformação necessáriaInformação necessária
Ensaios de confiabilidade e variação de resistência admitida após cada um
Ensaio de temperatura alta1000 ±48 h a 100 ±3 °C, depois 2 h à temperatura ambiente; ΔR/R1 ≤3 %De série
Ensaio de temperatura baixa1000 ±48 h a -30 ±3 °C, depois 2 h à temperatura ambiente; ΔR/R1 ≤3 %De série
Ensaio de calor úmido1000 ±48 h a 60 ±3 °C e 90 a 95 % de umidade relativa, depois 2 h à temperatura ambiente; ΔR/R1 ≤3 %De série
Choque térmico1000 ciclos de 10 min a -30 °C e 10 min a 100 °C, transferência em 2 a 3 min, depois 2 h à temperatura ambiente; ΔR/R1 ≤3 %De série
Resistência mecânica dos fios50 N ao longo do eixo do fio por 1 min, depois 10 ciclos de flexão de 90°, com flexão e retorno contados uma vez cada; sem dano visível e sem alteração elétricaDe série
VibraçãoA frequência menos favorável dentro de 10 a 500 Hz, com amplitude de 0,75 mm, 2 h em cada uma das direções vertical e horizontal; sem dano visível, ΔR/R1 ≤3 %De série
Fornecimento e documentação
GarantiaInformação necessáriaInformação necessária
Certificado de ensaio ou documento de calibraçãoInformação necessáriaInformação necessária
Quantidade de embalagem e peso brutoInformação necessáriaInformação necessária

Modelos disponíveis

Tabela de seleção
Modelo Configuração Principais faixas Disponibilidade
10K, B3950 R25 = 10 kΩ ±1 %, B25/50 = 3950 K ±1 % -30 a 180 °C na tabela de parâmetros; -20 a 105 °C na imagem principal A única construção para a qual o material fornecido declara o valor B
5K R25 = 5 kΩ; valor B não declarado no material fornecido Mesmas opções de sonda e de terminal da construção 10K Confirme o valor B antes de associar a uma placa de controle
50K R25 = 50 kΩ; valor B não declarado no material fornecido Mesmas opções de sonda e de terminal da construção 10K Confirme o valor B antes de associar a uma placa de controle
100K R25 = 100 kΩ; valor B não declarado no material fornecido Mesmas opções de sonda e de terminal da construção 10K Confirme o valor B antes de associar a uma placa de controle
Sonda sob encomenda Dimensões da sonda e disposição dos fios sob encomenda A definir conforme o meio e o tempo de resposta necessário Mudar o tamanho da sonda muda a constante de tempo térmico Sob encomenda

Personalização

  • Dimensões da sonda diferentes de 5×25 mm
  • Comprimento dos fios
  • Forma do terminal
  • Valor nominal de resistência

Certificação e conformidade

Documentos de certificação ainda não fornecidos

Publicamos certificações apenas quando é possível apresentar uma cópia do certificado, por isso esta seção fica propositalmente vazia, sem aprovações presumidas. Informe quais aprovações a sua aplicação exige e confirmamos o que está disponível para este instrumento.

Parâmetros a confirmar

Os itens a seguir são necessários para uma especificação completa, mas não constam da documentação recebida. Eles são listados em vez de estimados:

  • Modelo ou número de peça da sonda
  • Tabela resistência-temperatura da construção 10K
  • Valor B das opções de resistência 5K, 50K e 100K
  • Padrão de referência por trás das tolerâncias de ±1 % da resistência e do valor B
  • Comprimento dos fios e classe de temperatura do isolamento dos fios
  • Grau de proteção
  • Massa e dimensões totais do sensor
  • Certificação existente, se houver
  • Prazo de garantia
  • Certificado de ensaio ou documento de calibração
  • Quantidade de embalagem e peso bruto

Perguntas mais frequentes

Esta sonda pode substituir uma PT100 na mesma entrada?

Não. A resistência deste elemento cai quando ele aquece, enquanto a de uma termorresistência de platina sobe, de modo que os dois não podem compartilhar a mesma entrada sem mudar a forma como o instrumento interpreta o sinal. Um controlador ajustado para PT100 vai apresentar uma leitura desta sonda, mas será a leitura errada.

Por que o documento fornecido dá duas faixas de temperatura de trabalho?

A tabela de parâmetros declara -30 a 180 °C e a imagem principal declara -20 a 105 °C. Os dois são reproduzidos aqui como fornecidos, e nenhum foi escolhido por você. Onde a aplicação trabalha quente, trate o valor mais baixo como limite até que a divergência seja resolvida.

O valor B de 3950 K vale para todas as opções de resistência?

Ele é declarado para a construção 10K. As opções 5K, 50K e 100K são listadas sem valor B, e os dois juntos decidem como a resistência se converte em temperatura, de modo que a placa de controle precisa ser compatível com os dois valores da construção específica que foi pedida.

Com que rapidez a sonda responde?

A constante de tempo térmico de 3 s foi medida em água agitada entre 25 e 50 °C. Em ar parado, ou em um meio que não é agitado, a sonda responde de forma nitidamente mais lenta, de modo que não se deve esperar que a mesma sonda acompanhe uma temperatura que muda depressa fora de um líquido bem misturado.

O que a constante de dissipação significa na prática?

É a potência que aquece o corpo sensor em 1 °C em ar parado, e é um número diferente dos 256 mW de potência máxima. A corrente de excitação deve ser mantida baixa o bastante para que o autoaquecimento fique pequeno diante da exatidão que a aplicação exige, o que importa mais onde a sonda está no ar, e não imersa.

A sonda é adequada para imersão?

O material declara que a ponta é uma sonda de aço inoxidável 304 e que a rigidez dielétrica e a resistência de isolamento são ensaiadas em água, mas nenhum grau de proteção é dado. Trate a imersão contínua, e qualquer meio quimicamente agressivo, como algo a confirmar, e não como algo a supor.

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Faixa de medição
K de 0 a 800 °C; E de 0 a 400 °C; PT100 de -200 a 450 °C
Rosca
M12×1,5, removível
Ponta da sonda
Tubo de 5 mm de diâmetro externo, com 10 mm de projeção

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